Novidades

DISCIPULADO

Construindo uma cultura de discipulado Dallas Willard é um grande entusiasta do discipulado. Ele observa que “A palavra ‘discípulo’ ocorre 269 vezes no Novo Testamento; a palavra ‘cristão’ ocorre apenas três vezes.”. No entanto, não se interessa apenas com estatística. Willard também defende com entusiasmo que “o grande desafio que o mundo enfrenta hoje, diante […]

Blog - Discipulado

Construindo uma cultura de discipulado

Dallas Willard é um grande entusiasta do discipulado. Ele observa que “A palavra ‘discípulo’ ocorre 269 vezes no Novo Testamento; a palavra ‘cristão’ ocorre apenas três vezes.”.

No entanto, não se interessa apenas com estatística. Willard também defende com entusiasmo que “o grande desafio que o mundo enfrenta hoje, diante de todas as profundas necessidades, é se os cristãos se tornarão discípulos… de Jesus Cristo.”. Baseado em passagens como Mateus 4.18-22, é evidente que Jesus não chamou para si meros admiradores; ele chamou discípulos — verdadeiros discípulos que se tornam o que Willard chama de “estudantes, aprendizes e praticantes” de Jesus e seus ensinamentos. Gordon MacDonald chama a isso chamado pastoral para produzir “pessoas autênticas” na igreja. Isso obviamente demanda tempo — muito tempo. Mas, em certo sentido, a liderança de uma igreja concentra-se em tirar os empecilhos para que as pessoas ouçam e respondam afirmativamente à simples, porém radical, mensagem: “Venham, sigam-me”.

 

Aspectos básicos do discipulado
Dallas Willard
A palavra “discípulo” ocorre 269 vezes no Novo Testamento; a palavra ‘cristão’ ocorre apenas três vezes. O Novo Testamento é um livro sobre discípulos, escrito por discípulos e destinado aos discípulos de Jesus Cristo. O grande desafio que o mundo enfrenta hoje, diante de todas as profundas necessidades, é se os cristãos se tornarão discípulos — estudantes, aprendizes, praticantes — de Jesus Cristo, dispostos a aprender continuamente com ele como viver a vida do Reino de Deus em todas as dimensões da existência humana. Eis algumas questões-chave sobre os aspectos básicos do discipulado ou da “formação espiritual”.

O que é discipulado/formação espiritual?
Formação espiritual [ou discipulado] trata da formação de caráter. Assim como uma formação educacional, cada pessoa recebe formação espiritual. Formação espiritual na tradição cristã responde a uma pergunta humana específica: Em que tipo de pessoa eu vou me tornar? Tal resposta consiste em um processo de se estabelecer o caráter de Cristo em uma pessoa. É como assumir o caráter de Cristo no decorrer do processo de discipulado sob a direção do Espírito Santo e da Palavra de Deus.

Como normalmente se mede o discipulado?
Na verdade, há três evangelhos ouvidos na sociedade hoje. Um consiste no perdão de pecados. Outro diz respeito a ser fel à igreja local: se você zelar por sua igreja, ela cuidará de você. Alguns desses aspectos podem realmente ser considerados discipulado, mas na verdade trata-se de como se tornar igrejeiro. O terceiro evangelho tem um caráter social — Jesus é a favor da libertação, e nós devemos nos dedicar a isso. Todos esses aspectos contêm importantes elementos de verdade. Não é possível desprezar nenhum deles. Mas torná-los o aspecto central e definir o discipulado a partir deles significa privar o discipulado de sua relação com a transformação do caráter.

Infelizmente, o que às vezes acontece em todo tipo de instituição cristã não é formar pessoas com o caráter de Cristo; antes, é ensinar a conformidade exterior. Você não terá problema se não refletir o caráter de Cristo, mas certamente terá dificuldade se desobedecer a regras. A formação de caráter não se limita à mudança de comportamento.
Muitas igrejas medem coisas erradas. Elas medem frequência e contribuição, mas deveriam atentar para aspectos mais fundamentais como ira, desrespeito, honestidade e o grau pelo qual as pessoas são controladas por seus desejos. Esses elementos podem ser medidos, mas não tão facilmente quanto as ofertas.

 

Qual é a diferença entre discipulado e moralismo?
Jesus ensinou o discipulado, mas muitas vezes seus ensinamentos são confundidos com moralismo (por exemplo, dar a outra face). Não há muita instrução sobre como fazer isso, portanto simplesmente supomos que não conseguiremos fazer o que Jesus instruiu. Por exemplo, tempos atrás eu estava em Belfast, lugar onde seria possível que o inimigo vivesse do outro lado da rua e pudesse matar seu filho. Eu falava para pastores e líderes de igreja sobre os ensinamentos de Jesus a respeito de amar os nossos inimigos. Um senhor afável se levantou e disse: “Falar aqui sobre amar o inimigo significa algo específico. Não tenho certeza de que somos capazes de cumpri-lo.”. Eu perguntei: “Alguma igreja aqui está ensinando o povo a amar os inimigos?”. Houve silêncio. Nenhuma estava. Esta é a pergunta que todos nós devemos fazer: Você conhece alguma igreja que realmente esteja ensinando a amar o inimigo e como abençoar os que nos amaldiçoam? Esse é um conteúdo extremamente radical, porque toca no cerne do comportamento.
O que precisamos é de mais exemplos de pessoas que realmente tenham um caráter semelhante a Cristo. Isaías levantou o problema das pessoas cujos lábios estão “próximos de mim”, mas cujos corações estão “endurecidos”; Jesus também falou sobre isso. A formação espiritual consiste em desenvolver um coração unido a Deus — quer você viva em um apart-hotel de luxo quer nas ruas. A missão da igreja é promover essa formação. Não se trata de perfeição. Trata-se de aprender a fazer as coisas que Jesus fez e fazê-las como fruto de um coração que foi transformado por ele.

 

Confira esse estudo na Bíblia Ministerial publicada pela Editora Vida

Blog da Vida

Dicas e novidades sobre o mundo editorial