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PANDEMIA SEM FIM!

E TUDO NÃO PASSOU DE UMA GRANDE PANDEMEME (Atilano Muradas) No início da Pandemia, quando foram proibidos os cultos, um dos primeiros memes que surgiu foi: “Satanás fechou as igrejas, mas Deus abriu uma igreja em cada casa”. Começava ali um tipo de Pandechurch, que inaugurou, em cada lar, uma célula, uma igreja em potencial, […]

Blog - Pandemia sem fim!

E TUDO NÃO PASSOU DE UMA GRANDE PANDEMEME (Atilano Muradas)

No início da Pandemia, quando foram proibidos os cultos, um dos primeiros memes que surgiu foi: “Satanás fechou as igrejas, mas Deus abriu uma igreja em cada casa”. Começava ali um tipo de Pandechurch, que inaugurou, em cada lar, uma célula, uma igreja em potencial, pequenos grupos familiares que certamente voltarão mais fortes quando as igrejas reabrirem suas portas.

Mas, enquanto isso não acontecia, a igreja passou a também surfar na onda da Pandelive, movimento que inundou as redes sociais e entupiu os nossos celulares e computadores de informações. E haja “jornalistas” de primeira viagem tentando entrevistar, opinar e ainda transmitir, a maioria com equipamentos nada profissionais.

Quem também se contaminou na Pandelive foram os músicos. Todos, mas, todos, mesmo. Aliás, foram tantos, que acho até que os ETs também aproveitaram o escarcéu e resolveram se lançar no planeta Terra. Por conta dessa Pandemúsica, houve horas em que a Internet estava tão engarrafada de pandeiros e pandeirolas, que só dava pra assistir um minuto de cada live, e olhe lá.

E dá-lhe memes. De cinco em cinco minutos, chegava um novo. Quando eu acabava de rir de um, já chegava o próximo. Essa Pandememe, no entanto, acabou por dividir o público. Alguns concordavam com as piadas envolvendo a pandemia; outros, no entanto, diziam que tudo estava virando um caos, um tremendo Pandemônio.

Santa inocência, Batman! Verdadeiro Pandemônio mesmo viraram a política e os veículos de comunicação, que abriram suas caixas de Pandora e libertaram todos os demônios possíveis e inimagináveis. Tantos, mas tantos demônios, que as pessoas foram às ruas em panelaços a pancadarias, lutando por tudo que é motivo. Era o Panderracismo voltando à baila, em plena pandemia, piorando o que já estava ruim! Aí, sim, houve “pá” e “demônio” pra tudo que é lado. Paralelamente, para dar as desastrosas notícias aos surdos, claro, aconteceu a Pandelibras em todos os canais de TV.

Por muito tempo, quem ficou bem longe disso tudo foram os mineiros, os que pareciam ser os menos afetados pelo verdadeiro Coronavírus. Cientistas, inclusive, estudaram o motivo. Algumas conclusões já estavam sendo aventadas. A primeira é que os mineiros fazem uso continuado de Pandequeijo; e, a segunda, do Pandemilho. Já se sonhava que a cura chegasse através desses dois quitutes da culinária mineira, que poderiam ser adotados até no país das panquecas. De repente, até salvaria o nosso PandePIB, que está nas últimas num hospital do PandeSUS.

Diferentemente daqueles que optaram por estar nas pancadarias de rua, houve aqueles que ficaram escondidos em casa, sem trabalhar, e pedindo para os demais também ficarem em casa. Pela Internet, eles compravam de tudo, desde Pandecomidinhas até máscaras da Louis Vuitton, Nike, Channel, Prada, entrando na chamada Pandemáscara, um fenômeno que enriqueceu muita gente. Quem, aliás, certamente amealhou milhões de dólares foi a Netflix, que entreteu bilhões de pessoas durante a quarentena chamada por alguns de Pandeflix.

Mas há outros: os remediados, que perderam o emprego e formam a classe média. Bem, esses entraram numa de fazer cursos e oferecer cursos. Foi assim que se espalhou o vírus da Pandiploma, a maior epidemia de diplomas da História, e que promete fazer muitos milionários daqui seis meses.

Depois dos remediados, soube-se que os pobres decidiram deixar registrado nos filhos a lembrança dos dias mais difíceis de suas vidas. Muitas crianças que nasceram durante a pandemia foram batizadas com nomes especiais, e os donos dos cartórios “lavaram as mãos”: Alcoolgelson da Silva; Pandemira de Sousa; Live das Oito; Panderléia Pereira; e os gêmeos, que hão de ser a sensação das duplas caipiras: Covid e Corona.

Por fim, “de Live em Live, o ano lá se vai”, e 2020 promete ser lembrado como o ano em que os planos foram adiados para o próximo século. Antes mesmo de a pandemia terminar, já havia um bocado de livros sobre o assunto, uma verdadeira Pandelivros cujo objetivo foi animar a inexplicável “quarentena” que durou mais de “noventa” dias, e parece que vai se estender. Pelo menos, foi o que ouvi dizer, se não for mais uma da Pandefake, a pandemia de fake news que não dá trégua um dia sequer. Se ainda posso opinar, para mim, essa pandemia não passou de uma grande Pandememe. Que Deus nos salve nos próximos anos!

 

 

ATILANO MURADAS é pastor, jornalista, teólogo, escritor, compositor e palestrante. Possui 11 CDs gravados e 5 livros publicados. Recebeu o Prêmio Areté pelo livro “A música dentro e fora da Igreja” (Editora Vida) e participou como comentarista da Bíblia Brasileira de Estudos (Editora Hagnos). Morou por 7 anos nos EUA, onde foi Secretário da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABIInter) e pastor-titular da Brazilian Presbyterian Church, em Houston, no Texas. É autor de vários musicais e articulista de periódicos no Brasil e no exterior. Casado com a odontopediatra e pedagoga Isildinha Muradas, tem dois filhos, Atilano Júnior e Asaph Muradas, respectivamente, casados com Michelle e Ana Rute, e, mais recentemente, um neto, Pedro Muradas. Contato: atilanomuradasneto@gmail.com / (31) 98224-3141 (Whatsapp).

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