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RECOLHA MUITAS PEDRAS

Qual é a nossa atitude em relação ao que acontece conosco? É verdade que tudo o que acontece é para o nosso bem? Isso é automático ou fazemos algo que influencie?   “As coisas acontecem por uma razão.” “Tudo acaba bem.” “Falhas não são falhas, apenas lições que o levarão ao sucesso.”   Ouvimos essas […]

Blog - Recolha muitas pedras

Qual é a nossa atitude em relação ao que acontece conosco? É verdade que tudo o que acontece é para o nosso bem? Isso é automático ou fazemos algo que influencie?

 

“As coisas acontecem por uma razão.”

“Tudo acaba bem.”

“Falhas não são falhas, apenas lições que o levarão ao sucesso.”

 

Ouvimos essas e muitas outras frases “motivacionais” com muita frequência. Livros de autoajuda estão na moda. Materiais escritos por terapeutas ou psicólogos inundam as redes sociais. Até mesmo na igreja ouvimos frases como essas banhadas de um estranho tom evangélico.

O que desejo pensar com você é se essas afirmações são sempre assim, ou se dependem de alguma condição, ou ainda se são frases motivacionais como fim em si mesmas que, na vida cotidiana, perdem todo o significado.

Essas e outras reflexões surgiram de uma história que li e que quero compartilhar com você:

 

Certa noite, um grupo de nômades se preparava para levantar acampamento da terra onde estavam quando, de repente, uma grande luz os cercou. Eles entenderam que estavam na presença de um ser celestial. Com grande ansiedade, eles ficaram na expectativa de receber uma mensagem celestial de grande importância. Eles sabiam que seria especial para eles.

Por fim, a voz falou: “Recolha o máximo de pedras que puder. Coloque-as nas malas. Viaje o dia todo e amanhã à noite você verá como estarão felizes e também tristes. “

Entreolhando-se, os nômades compartilharam sua decepção e raiva. Eles aguardavam a revelação de uma grande verdade universal que lhes permitiria ter riqueza, saúde e dar sentido de vida. O que eles receberam, porém, foi uma tarefa insignificante que não fazia sentido para eles. No entanto, a lembrança do esplendor do visitante fez que cada um pegasse algumas pedras e as colocasse em suas malas, ainda que expressando seu descontentamento.

No final do día seguinte, depois de viajarem carregados de peso extra e inútil, cansados, abriram as malas. Qual não foi a admiração deles ao perceber que as pedras haviam se tornado em diamantes. Os nómades ficaram extasiados e disseram uns aos outros: “Agora temos diamantes! Se eu soubesse, teria pegado muito mais pedras!”.

 

Ao ler esta história, ocorreu-me que, talvez mediante situações difíceis, aquilo que chamamos de falha, silêncio, questionamento não respondido, dor, ferida e até situação de crise como as que estamos enfrentando se transformem em diamantes, os diamantes da nossa atitude.

Só nós podemos fazer que tudo o que aparentemente não nos agrada seja uma pedra que amanhã se tornará em um diamante. Somente nós podemos fazer tudo nos servir para crescer, aprender, amadurecer e nos tornar melhores. Só nós podemos tornar aquelas pedras inúteis em diamantes.

Partindo dessa perspectiva, entendemos o que a Palavra de Deus diz: Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam(Romanos 8.28).

Somente quando somos capazes de apreender essa verdade, entendendo que absolutamente tudo o que acontece conosco se encaixa perfeitamente no propósito divino para nós é que entendemos que todas as pedras de nossa vida são diamantes.

E, quando toda a nossa vida está alinhada a essa verdade, é que entendemos que a preocupação não tem sentido, que a queixa não precisava ter acontecido, que o ressentimento é prejudicial, que a tristeza é momentânea, que o medo do futuro não tem motivo para existir (mesmo quando a situação global indicar o contrário). Existe um plano que excede o hoje, o agora, e que até o que tem aparência de negativo, na verdade, tem alguma funcionalidade. Entendemos que, para ver diamantes, precisamos recolher pedras e viajar o dia todo. Na pressa, nada ocorre. É preciso ter paz e paciência para confiar na promessa que o Pai nos fez.

 

Vamos recolher muitas pedras!

 

Bênçãos,

 

 

Evangelina Daldi

Coordenadora Executiva da Editora Vida

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